Quinta-Feira, 26 de Abril de 2018

23/01/2018 - 19:06:52

AGRICULTURA ESTIPULA PRAZOS PARA REGULAMENTAÇÃO DE AÇOUGUES

A Secretaria de Agricultura e a Vigilância em Saúde se reuniram na manhã desta terça-feira (23) com proprietários de açougues de Paranavaí para discutir as novas normas de inspeção sanitária da Secretaria de Saúde do Estado. Para fiscalizar com qualidade e garantir a segurança alimentar da população, a prefeitura vai regulamentar o Serviço de Inspeção Municipal para Produtos de Origem Animal (SIM/POA). 
“Fizemos uma reunião com proprietários e funcionários dos açougues para tratar das principais mudanças da resolução expedida pela Secretaria Estadual de Saúde em 2016. Nós temos uma lei municipal de 1995, mas que precisa ser atualizada, por isso, fizemos as alterações necessárias e vamos mandar para a Câmara de Vereadores. Sabemos dos receios dos proprietários, mas precisamos regulamentar esse serviço e contribuir uns com os outros”, destaca a médica veterinária da Secretaria de Agricultura, Cláudia Mendonça.
A Resolução 469/2016 altera as normas de inspeção sanitária, armazenamento e transformação das carnes in natura (preparo, industrialização) comercializadas nos açougues, inclusive aqueles instalados dentro de supermercados. A partir de agora, todos segundo Cláudia, na prática o que muda é a questão do autosserviço. “Estabelecimentos que fracionam ou manipulam produtos de origem animal (carne in natura – bovina, suína, aves e pescados) e derivados (ovos, presunto, queijo, salame, etc), fora da visão do consumidor. São aquelas bandejinhas que encontramos nas gôndolas do mercado.
Quando existe o autosserviço e o processamento na ausência do consumidor, alguém tem que se responsabilizar pelo fracionamento daquele produto, atestando que aquele alimento é sanitariamente adequado. Quando o fracionamento é feito sob a visão do consumidor, não há necessidade de um médico veterinário responsável técnico”, explica.
Outra questão que gerou bastante debate foi a desossa. “Os frigoríficos entregam, por exemplo, o traseiro bovino inteiro. Nesta peça existem vários cortes: a picanha, o contrafilé, fraldinha, maminha, etc. A desossa e a separação destes cortes é feita no açougue. E para fazer essa desossa é obrigatório ter um médico veterinário também, por ser um processo feito em uma sala separada, onde o consumidor não vê o que está acontecendo. O mesmo vale para a questão de carnes processadas e/ou temperadas. O veterinário precisa fazer a inspeção sanitária do produto, porque o açougue está mudando a característica do produto, não é mais carne in natura”, enfatiza a veterinária.

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