16/12/2014 - 20:04:55

AUMENTO DE CADEIRAS NA CÂMARA DE UMUARAMA: ANÁLISE PRÁ LÁ DE QUESTIONÁVEL

A entrevista de um cientista político sobre o aumento do número de cadeiras, de 10 para 17, na Câmara de Vereadores de Umuarama, em reportagem do Paraná TV 2ª edição, da RPC/Globo me trouxe à lembrança um trabalho de sociologia que fiz nos primeiros semestres do curso de Jornalismo, sobre partidos políticos. 
É que o entrevistado apresentou a tese de que o aumento das vagas não significaria mais representatividade, já que os eleitos seriam dos partidos majoritários, que continuariam mandando.
Isto se a composição dos partidos políticos brasileiros fosse feita pela ideologia de seus integrantes e não por seus interesses escusos. 
E voltando décadas, lembro que mereci nota baixa, por defender a um professor petista que em 1986 não existiam partidos políticos no Brasil, se levadas em consideração as definições clássicas de agremiações partidárias da literatura mundial. Ganhei uma anotação ressaltando a existência do PT. Gostaria de reencontrar o tal professor.

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16/12/2014 - 19:38:10

GRALHA AZUL: SHOW CIDADE POESIA NO DOMINGO

 GRALHA AZUL: SHOW CIDADE POESIA NO DOMINGO

Aproveitando as comemorações do aniversário de 62 anos de Paranavaí, celebrado no último dia 14, o Grupo Gralha Azul vai estrear no domingo no Teatro Municipal Dr. Altino Afonso Costa o show “Cidade Poesia” que homenageia a cidade onde o grupo nasceu há 37 anos. Ingressos estão à venda na Fundação Cultural por R$ 10. Na bilheteria, o preço vai ser R$ 20, mas idosos e estudantes pagam meia-entrada.
O Gralha Azul está com repertório renovado, mas como manda a tradição ainda preserva as características regionalistas que o consagrou como um dos mais importantes nomes da música paranaense, principalmente quando se fala em histórias, mitos e lendas sobre o Paraná.

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16/12/2014 - 19:12:41

DEPUTADOS DO PR APROVAM REVOGAÇÃO DO FERIADO DO DIA 19

Os deputados estaduais aprovaram nesta terça-feira (16), a revogação do feriado do dia 19 de dezembro, data da Emancipação Política do Paraná. Para valer, o projeto precisa passar por uma segunda votação e ser sancionado pelo governador Beto Richa antes de quinta-feira (18).
Pela proposta, a data da emancipação política do estado, não será
considerada feriado civil e sim ponto facultativo. Caberá às repartições públicas definirem, por decreto. O placar da votação foi de 36 deputados a favor da revogação e de 6 contra.
Para o deputado Valdir Rossoni, que apresentou o projeto, a data só foi considerada feriado ou ponto facultativo pelos órgãos públicos e que, diante da discussão que se instalou nos últimos dias, poderia haver prejuízos à economia do Estado, ainda mais um feriado próximo ao fim de ano.
NB: Depois de provocar discussões entre patrões e empregados no comércio nos mais diversos municípios paranaenses, os valorosos deputados descobriram que ao cumprir uma das suas funções básicas - legislar - poderiam acabar com esta inócua polêmica. Viva!

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16/12/2014 - 18:39:14

PARA REFLETIR: POLÍCIA DE COVARDES

Estamos transformando a polícia em uma instituição de covardes. Hoje, poucos policiais têm o ímpeto de agir imediatamente diante de uma injustiça ou de uma situação delituosa. Poucos têm a vontade de investigar e se expor às ruas e a seus conflitos, poucos têm a inconsequência de ir, quando a prudência normal e comum recomendam não ir.
A polícia não é uma profissão de certezas, de escolhas fáceis e certas, de ausência de riscos, de legalidades simples dos bancos acadêmicos. Polícia é risco e incerteza 24 horas por dia. Não existe a possibilidade de esperar um criminoso sacar a arma e apontá-la para você antes de você decidir atirar. Não se pode pedir sempre um mandado de busca para entrar em uma casa. Não existe sempre situações claras de risco e de flagrante delito que lhe permitam saber 100% do sucesso de suas escolhas e suas ações. Nas ruas, a lógica é outra: surpreender para não ser surpreendido, sobreviver a todo custo. A polícia não é uma profissão de certezas e de legalismo acadêmico. Não podemos transformar nossos policiais em pessoas acuadas e com medo de agir, com medo de responder por crimes, por abusos, por excessos. 
Claro que não se pode permitir tudo, autorizar desmandos, torturas, abusos de autoridade. Mas não se pode exigir certezas e antecipações que os imprevistos das ruas não permitem. Não podemos colocar nossos policiais em uma situação de desconfiança prévia em relação aos seus atos que os imobilizem, não podemos exigir garantias que sequer podemos dar a eles. Prejulgando ações policiais como de má-fé, transformaremos nossos protetores em covardes que têm medo da decisão, que preferem não sair às ruas para investigar e prender. Hoje na polícia é mais cômodo não fazer nada, pois aí você evita os riscos das decisões incertas e os procedimentos que delas advém. Ocorre que isso é o fim da polícia, de nossos cães pastores, de nossos protetores. 
Desgastes, equívocos e erros sempre existirão na atividade policial; mas nenhum erro será maior para a sociedade do que transformar a polícia em um lugar de covardes burocratas, que se escondem atrás de procedimentos e regras acabadas que não resolvem o imediatismo do pavor de um crime acontecendo.
Precisamos de policiais bem treinados sim, mas também um pouco inconsequentes, pois há sempre algo de incalculável e imprevisível diante da morte, de dilemas morais, de decisões que mudarão vidas. Não valorizo o improviso e o desleixo – pelo contrário, sou um dos policiais que mais estimula o estudo e o treinamento constante – mas precisamos de policiais que não tenham medo do risco, que anseiem um pouco pelo confronto, que tenham coragem de ir quando a prudência comum mandar não ir. Não existe o discurso do herói, do fazer o bem para a sociedade, do transformar o mundo em lugar melhor quando apontam uma arma para você. Ninguém vai pra rua quando o confronto é iminente e a derrota certa, seja morrendo ou voltando vivo para casa. Logo nossa polícia será formada apenas por covardes. Logo o caos habitará entre nós.
Rafael Vianna
Mestre em Ciências Jurídico-Criminais pela Faculdade de Direito da Universidade de Lisboa, atualmente é Delegado de Polícia, no Paraná, assessor civil da SESP.


NB: Nestes 25 anos de jornalismo conheci alguns policiais civis e militares "malucos" (na melhor acepção que a palavra possa ter) que sacrificam sua vida e dos seus para defender a família dos outros. Profissionais que acabam recebendo como recompensa advertências e processos, vendo a carreira andar bem mais lenta dos que preferem a segurança das escrivaninhas.

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16/12/2014 - 18:25:51

"PROJETO DE VIDA" DE USUÁRIA DE MACONHA É TESE DE PARECER DE PROMOTOR EM PARANAGUÁ

Junto com o brilhante texto do delegado Rafael Vianna publicado acima, recebi pelo WhatsApp, o parecer de um promotor público de Paranaguá sobre a detenção de uma mulher que estava com uma porção de maconha e alegou ser para uso próprio.
Citando Sartre, o promotor disse que o Estado não podia interferir no projeto de vida da garota, já que ela não estava fazendo mal para ninguém. O juiz acatou a tese e a liberou. Coube à polícia "inicinerar" o baseado da moça. 
Só para lembrar: a notícia é do Paraná, não do Uruguai.

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16/12/2014 - 18:24:53

A FUGA DO EDCOR

Mais um texto delicioso do colaborador e amigo Edmar Lima Cordeiro      
Num tempo futuro.
Tambores de 200 litros desviados de depósitos do pré-sal decoravam as ruas da gigante cidade de São Paulo com fogo brotando de suas entranhas iluminando o piso da rua onde os news beatniks exageravam com  suas cotidianas festas pagãs na qual tudo é permitido desde  um simples chiclete ao fumacê ( da dengue também) de outras balas de menta, chocolates e doces de leite tudo misturado ao desejo de querer libertar-se e voar ao som das bandas de jovens confusos pelo doçura do prazer desses festins. 
Dessa mistura de essências exalando o desejo da alma de cada jovem ali pirado pelo excesso de liberdade em todas suas formas muitos dentre eles mascando freneticamente chicletes de menta e canela expunham seus mais torpes desejos de exercer poder
 sobre as minorias sociais com foco nos judeus (ainda eles!) negros, gays e nordestinos, no fundo um grupo que se diziam limpadores raciais. 
Muitos desses jovens mascadores de chicletes de menta e canela vestiam roupas de couro preto, com adornos de correntes prateadas de grossos elos  em torno do pescoço, penduradas ao longo das pernas mostrando um infinito abuso de poder sobre as  minorias perseguidas por estes.
A mídia já havia denunciado as extravagâncias do grupo e seus atos de vandalismo se agigantavam a cada dia, as autoridades perdiam folego no combate a esta prática organizada dos mascadores de chicletes de menta e canela, seus festins públicos  se manifestavam cada vez mais violentos e ensandecidos  n as ameaças às minorias a estas não era permitido o direito de ir e vir nem sequer de ouvir musicas funk, sertanejas um fim a liberdade e ao gosto cultural, um apartheid  produzido pelo consumo pesado de chiclete de menta e canela e demais  derivados do açúcar, uma
morte lenta e gradual das minorias.  
Edcor cearense do Crato operário residente na periferia de São Paulo não pretendia cair nas mãos dos mascadores de chicletes de menta e canela tinha expectativa e esperança que não seria vitimado por essa gangue  de usurpadores da liberdade, dos
carecas como assim os definiu a mídia. Tinha vindo para o sul  preparado para alcançar suas conquistas projetadas desde criança dentro da máxima da parteira que lhe disse ao nascer: “nasce meu filho vai para o sul  para ser gente”, a mão da parteira Dona Ceicinha, parteira das mais respeitadas do Vale do Cariri,  segurando a cabeça do recém-nascido lhe dando contorno de cabeça chata, característica típica de grande parte dos nordestinos.
Ser vítima dos carecas era seu drama, estudava para não perder o foco do seu destino exitoso, mas o temor dos mascadores de chiclete de menta e canela lhe deixava com pulga atrás da orelha. O que fazer? Andou até mascando chiclete de menta e de canela comprado de um traficante do Paraguai  para se enturmar com os usuários praticantes membros dos festins de ruas. Precisava chegar perto dessa gente para que suas perspectivas de vida não sofresse solução de continuidade seria importante sobreviver nessa inferno de Dante pois ser nordestino segundo um escritor do passado distante é antes de tudo ser um forte por isso que pretendia ir a luta para sobreviver a esta perseguição étnica.
Edcor por seu tempo de vida no sul já conhecia muitos parangolés  da região para vencer situações adversas já comuns na sua história de vida de retirante e vítima de secas e mal tratos. Tinha acumulado experiências suficientes para misturar-se ao bando de new beatniks, mas tinha um senão que era o seu ponto franco -  sua dicção com forte sotaque regional. O tempo não havia vencido esse seu ponto fraco, o que fazer para aproximar-se dessa gente baderneira, não que quisesse ser um baderneiro mascador de chiclete de menta e de canela, queria viver a vida pretendida e
sonhada quando criança, viver alegre, de  junto aos amigos e seus familiares. O que fazer. Eis a sua questão.  
Conversando com um  amigo este lhe disse por que não retirar esse seu sotaque com sessões de fonoaudiologia. Perguntou-lhe: fono? Sim, isso mesmo, pois na antiga TV Globo alguns artistas portugueses para interpretar personagens brasileiras tiveram seu sotaque adaptado para o brasileiro, a mágica é a fonoaudiologia. Lá foi o Edcor buscar apoio nessa ciência e começou a fazer sua mudança de sotaque, até que num dado momento o homem estava preparado para mergulhar na sua empreitada de sobrevivência. Falava igual a paulistas sem diferença nenhuma nunca ninguém por mais afetado fosse jamais iria notar que o Edcor era um nordestino sulista do Ceará. Este se preparou todo para sua iniciação no mundo new-beatnik, raspou os cabelos vestiu roupa preta de couro com marcantes adornos de correntes metálicas, botas altas pretas, luvas de couro, comprou uma moto  Hayabuza e lá se foi para o festim dos mascadores de chiclete de menta e de canela, A avenida esta hilária cheia de tambores de 200 litros expelindo fogo pela boca e a avenida iluminada com o clarão desta luz selvagem, os membros dessa confraria vertendo aos montes bebidas açucaradas proibidas pelas autoridades em defesa da saúde coletiva no combate ao colesterol e da diabetes, a histeria pública do festim não tirava nada do mesmo cenário de festas  regadas a jovens liberais de toda medida e sem dúvida por traz disso o móvel principal dessa cambada o ódio homofóbico contra judeu, nordestinos, gays, negros. 
Muitas vezes Edcor frequentou este ambiente e sempre tirou de letra sua presença no meio dessa gente que ainda vivia suas impunidades com feroz desvelo. Uma dessas vezes Edcor já próximo das lideranças do movimento participava de um encontro gigante de new-beatniks quando comendo uma costela no chão, herança dos gaúchos, caiu na fraqueza de perguntar se tinha farinha para por em sua carne, um dos líderes percebeu este deslize do Edcor e deu o grito de pega este nordestino que ele é um infiltrado, ele faz parte de uma conspiração contra nós, pega esse pau-de-arara quero fritá-lo agora..... Edcor, saiu em disparada diabólica pedindo e rezando para ”Padin Cíço” salvá-lo dessa crucificação, e correu e correu e num beco quando exausto corria da multidão satanizada ouviu os acordes de uma trupe, uma banda de nome “PP Band” comandada por um boa praça chamado Pedro Paulo que executava música de Yamadu Costa.  Que delícia, mas teve que fugi.
Edmar Lima Cordeiro
Conto feito em 6 de abril de 2013

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15/12/2014 - 23:05:28

OBRIGADO, PARANAVAÍ!!!

Da cidade que mais tempo vivi até hoje tenho o paradoxo de ter visto nascer aqui um dos meus dois maiores orgulhos na vida, meu filho Mateus (o outro é o Vinícius) e ao mesmo tempo de descobrir que o egoísmo vem no DNA de alguns ou algumas. Faz parte.

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15/12/2014 - 20:56:28

8º FUTROCK "SALVOU" O NÍVER DE 62 ANOS DE PARANAVAÍ

 8º FUTROCK

Sem entrar no mérito da discussão acadêmica sobre a data do "nascimento" de Paranavaí, o que se pode pode afirmar, oficialmente, é que a emancipação política da cidade ocorreu no dia 14 de dezembro de 1952. 
O conflito da data com o período pré-natalino foi e continua sendo a justificativa para que comemorações oficiais não existam. Nos 62 anos desta cidade que se pretende de médio porte ainda tem-se muito a discutir. Da identidade que queremos ao que teremos que abrir mão.  
E nesse cenário, o níver de Paranavaí foi lembrado numa ensolarado tarde de domingo no CTG Fazenda Velha Brasileira, com a 8ª edição do Futrock, uma iniciativa de um monte de rockmaníacos capitaneados pelo Marquinhos Diet e sua trupe.
A mistura de tribos e de gerações foi o diferencial do evento.
É melhor não tecer comentários sobre a parte esportiva do evento, incluindo "jogadores", "árbitro", narradores e cornetas.
Quem gosta de rock perdeu muito. Quem gosta de gente, também.
PARABÉNS, PARANAVAÍ!!!


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15/12/2014 - 20:53:16

O FIM JUSTIFICAM OS MEIOS

Na manhã do domingo (15/12), após investigações de policiais civis lotados na sede da 8ª SDP, descobriu-se que um ex-detento que cumpria pena em prisão domiciliar estaria na residência de sua namorada com duas armas de fogo.
 As suspeitas indicam que tais armas estariam sendo utilizadas na prática de roubos a veículos em Paranavaí e Região. Em razão das fundadas suspeitas os policiais entraram na residência e encontraram no guarda roupa de um dos quartos duas armas de fogo, sendo uma pistola calibre .380 e um revólver calibre .44, além de 30 munições calibre .380 e uma pequena porção de "maconha". O suspeito foi preso em flagrante e permanece à disposição da justiça.

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15/12/2014 - 20:52:44

LAURO GAVA É NOME DA UPA DE PARANAVAÍ

O prefeito Rogério Lorenzetti sancionou, na última sexta-feira (12), a Lei nº 4.308/2014, que denomina de Dr. Lauro Augusto Ribeiro Gava a nova UPA (Unidade de Pronto Atendimento). O médico radiologista, que faleceu em maio de 2013, foi homenageado em reconhecimento aos relevantes serviços prestados no atendimento à comunidade paranavaiense.
“Uma cidade se constrói com homens, mulheres e obras. Quando as obras levam o nome de homens e mulheres que foram tão importantes para a cidade, sua memória se perpetua. Tive o privilégio de partilhar a vida com o Dr. Lauro, desde antes de ele e sua esposa terem filhos. E poder homenagear uma pessoa tão singular como ele, que entendemos que prestou grandes serviços para a cidade, é gratificante para nós. Ele era uma pessoa simpática, alegre, educada, que fazia diferença onde chegasse. Uma pessoa de bem e que buscava sempre o bem da comunidade. Homenageá-lo é ajudar a perpetuar a história de alguém que ajudou a construir a história da cidade que temos hoje”, destacou Lorenzetti.
Em nome da família, que também prestigiou o ato, o filho Flávio Gava, que também é médico radiologista, agradeceu a homenagem feita ao pai. “Meu pai foi um profissional muito dedicado e respeitoso com cada paciente durante seus 35 anos de profissão. Para ele não tinha diferença se o atendimento era particular ou se o paciente vinha pelo SUS. Ele atendia cada um, de cada um dos municípios da região, com a devida atenção. Esta é uma homenagem diferente, porque ele não está mais conosco, mas seu nome continuará sendo lembrado a cada dia. É um dia muito feliz para toda a família”, frisou.
UPA – A Unidade de Pronto Atendimento Dr. Lauro Augusto Ribeiro Gava está em fase final de construção e deve entrar em funcionamento ainda no primeiro semestre de 2015. A UPA recebeu um investimento de aproximadamente R$ 2 milhões para sua construção e terá 10 leitos, aproximadamente mil m² e fará parte da central de atendimentos do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) da região Noroeste, que começou a operar em novembro de 2013.

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